A demonização das redes sociais é ridícula

Aqui estou eu, ontem à noite, com pessoas que eu não conheceria se não fosse pelas redes sociais. Como escrevo sobre o assunto e publico aqui, o Miguel Bica achou que eu poderia ter valor para ir falar sobre isso aos alunos dele do curso de produção de eventos.

Os alunos gostaram de mim e convidaram-me para moderar um debate, ontem, com e sobre influenciadores. Aqui estão estas pessoas – entre alunos, “influenciadores”, produção, equipa técnica e corpo lectivo da escola – que eu não conheceria pessoalmente se não fossem as redes sociais.

A demonizacão da tecnologia é um cliché cíclico. Quando eu era puto era a televisão que nos ia destruir. Depois os jogos de computador. Agora é isto. Nas palavras do Gary Vaynerchuk, “a tecnologia não nos veio mudar, só nos veio expor mais”. Quem era um canastrão antes de ter redes sociais vai continuar a sê-lo. A diferença é que muito mais gente vai saber.

Como seres humanos, diz-me a minha percepção empírica, adoramos não assumir responsabilidades e passar a batata quente. Por isso é que a música do Marilyn Manson “provocou o massacre de Columbine” e por isso é que, actualmente, o Facebook é responsável por metade dos males do mundo. Isto que eu tenho na mão e estou a usar para comunicar com vocês é uma ferramenta. Tal como uma faca ou um martelo. Só depende da utilização que lhe dão. Se a quiserem usar para nunca mais terem de falar pessoalmente com ninguém, podem. Se a quiserem usar para conhecer IMENSA gente, podem também. Se já eras anti social antes, vais continuar a ser depois. Não são as redes sociais “que nos estão a isolar”.

Quando toda a gente me perguntava a mim e ao Pina, no longínquo ano de 2010, como é que conseguíamos tantos actores famosos para curtas, esta ferramenta já entrava em jogo. Com muitos deles metemos conversa pelo chat do Facebook.

Um vídeo publicado pela Jessica Athayde fechou o Urban durante 6 meses. Um twit da Kylie Jenner afundou as acções do Snapchat em 1.3 biliões de dólares. O António Costa anunciou hoje um reforço de 2.2 milhões de euros em apoios às artes. Tendo em conta a comoção nas redes sociais sobre esse assunto nas últimas semanas, não será difícil criar uma ligação causa-efeito entre os dois. Isto tem poder. Isto pode trazer benefícios monumentais para a vida de qualquer pessoa. É preciso é sabê-lo usar e não querer cortar um bife com uma colher.

P.S: fiz um vlog sobre esta noite do debate que foi incrível! Espero ter tempo para o editar e lançar no fim de semana

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