Dicas do Marco Gouveia, Virgínia Coutinho e André Novais de Paula – Pós-Atelier Digital da Google

Após verem o meu vídeo de review ao Atelier Digital da Google (vídeo aqui) várias pessoas me pediram para partilhar algumas das coisas que aprendi com os formadores Marco Gouveia, Virgínia Coutinho e André Novais de Paula. Este texto não pretende ser um resumo do que foi a totalidade do Atelier. É apenas um resumo de questões que eu coloquei aos formadores por serem aquilo que me intriga no presente momento. Aqui vão:


Marco Gouveia

SEO/Adwords

Existe uma técnica “manhosa” de SEO que é escrever muitas vezes as nossas keywords da mesma cor do fundo. Como todos saberão, o Google penaliza o SEO de páginas que fazem isto. O que eu não sabia é que esta mesma técnica pode ser utilizada para melhorar o ranking de ads no adwords. Podemos apenas usar essa página como landing page para o ad – não a indexando no site e não a usando com objectivos de tráfego orgânico, apenas para landing page do ad. Com maior densidade de keywords o Google vai considerar aquela página mais relevante para o ad que estamos a apresentar (penalizando-a à mesma em termos de SEO mas sendo isso irrelevante para nós).

Questionei o Marco Gouveia sobre “quando devemos parar de optimizar?”. O Marco respondeu que nunca. Só se o CTR fosse 100% e o quality score 10.

Podemos começar com uma bid estupidamente baixa no adwords e esperar que o Google nos diga que aquela bid é demasiado baixa e qual é o bid mínimo a utilizar.

Perguntei ao Marco quanto tempo é que ele leva até desistir de uma ad/keyword que já converteu um dia mas que há x tempo que não converte. O Marco respondeu que nunca desiste de um ad/keyword que já converteu. Desiste sim de um ad/keyword que tenha tido mil impressões sem nenhuma conversão.

Iniciar sempre o adwords por keywords super específicas. Por exemplo, o modelo específico do produto (long tail). Apenas depois de esgotar essas pesquisas, ir mais abrangente. Marca do produto, por exemplo (head tail).

Mínimo de 3 ads em cada ad group sempre. Máximo de 3 keywords.

Sugestão do Marco para uma auditoria de SEO: site Screaming Frog.

 

Modelos de Atribuição

Uma das maiores questões que eu tenho neste momento é sobre os modelos de atribuição. O Marco utiliza o modelo de atribuição data driven (através do Analytics 360). Se não utilizasse este, oscilaria a sua análise entre o primeiro click e o último click.

– A Virgínia Coutinho disse-me que brevemente haverá um workshop de modelos de atribuição na sua escola (Lisbon Digital School) com o Matz Lukmani, Product Lead of Measurement & Attribution da Google, numa data ainda a confirmar. Podem enviar mensagem à Virgínia no Facebook a pedir para serem avisados quando a data estiver marcada.

 

Links

O Google tem forma de descobrir se houve transações financeiras para troca de backlinks. Por isso, caso façamos um acordo com um influenciador para ele publicar sobre nós no seu blog, o influenciador deve colocar nesse link uma tag “no follow” (explicação dos links no follow aqui)

 

Remarketing

O Marco Gouveia apenas utiliza as listas de remarketing do Google Analytics e não as do Adwords. Considera também que bom remarketing pode ser extremamente útil. Mau remarketing um gasto extraordinário de dinheiro. Considera bom remarketing aquele feito a pessoas que estiveram em página mais de 30 segundos ou a pessoas que estiveram em outras páginas do site previamente.

 

Keyword Matching

Começa sempre com broad match. Analisa o que resulta daí nas primeiras mil impressões e começa a optimizar. Pode passar para broad match modifier. Nunca utiliza exact match. (definições de cada um aqui)

 

Medium

Algo que gera opiniões variadas na internet e que lhe perguntei foi sobre conteúdos repetidos no Medium. O Marco disse-me que conteúdo repetido no site e no medium não causa problemas a nível de SEO.

 

O Marco Gouveia foi o formador com quem tive oportunidade de passar mais tempo e perguntar mais coisas. Ficam aqui também algumas coisas que surgiram em conversa com a Virgínia Coutinho e o André Novais de Paula.

Perguntei à Virgínia sobre se havia dados que indicassem que activar o business profile no instagram levaria a uma diminuição de reach. Pergunto isto porque, inicialmente, quando o Facebook lançou as páginas, fez um enorme esforço para que os utilizadores criassem páginas sem nunca dar a entender que mais tarde haveria as diminuições de reach para “forçar” o sponsoring de posts. A Virgínia diz que, até ao momento, não há dados que demonstrem diminuição de reach nos perfis business de instagram.

Perguntei também de que forma, após realizar testes entre ads com diferentes criativos e decidir qual está a ter melhor performance, aumenta o budget. Se percentualmente e gradual ou se todo de uma vez. A Virgínia diz que depende do tempo do que tivermos. Se estivermos a promover um evento que irá acontecer daí a poucos dias, não há forma de fazer um aumento gradual. Cada caso é um caso.

Na fase de testes em posts, usar sempre ad groups diferentes para testar copy e imagem/vídeo. Testes de copy num. Imagem/vídeo noutro.

Questionei também sobre objectivos de campanha. No meu caso específico, eu estou responsável por performance. O meu objectivo será, obviamente, conversões. Mas para o departamento de comunicação, cujo objectivo é brand awareness, em que métricas se devem focar? É uma conversa recorrente que tenho com o meu colega da comunicação. A Virgínia respondeu que para brand awareness a métrica a ter em conta será reach.

O André Novais de Paula partilhou duas ideias interessantes. Quando falávamos sobre targetting de Facebook, o André mencionou uma estratégia utilizada pelo Dennis Yu (um guru do digital) que diz que começa sempre as campanhas sem targetting e só depois de avaliar os resultados iniciais é que implementa targettings. O Dennis Yu considera que ao estabelecermos um targetting à priori podemos estar a fechar potenciais resultados com base em suposições sobre o público ideal daquela campanha.

O André partilhou também uma ideia e execução notável de Adwords. Algo que ficou conhecido como o The Google Job Experiment. Partindo da ideia de que muita gente pesquisa o seu próprio nome, um rapaz fez vários ads no adwords em que utilizava como keyword o nome de alguns dos directores criativos das maiores agências de publicidade americanas. O ads apontavam para o site dele onde estava a sua candidatura de emprego. Estratégia essa que lhe valeu um emprego.

Espero que estas ideias vos sejas úteis! Adorava saber opiniões sobre o que foi aqui escrito e mais dicas que possam ter sobre adwords, remarketing, optimização e modelos de atribuição. Enviem-me mensagem! 🙂

Podem falar comigo em
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