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Diário Web Summit – Dia 0 – inauguração

O que é que eu gosto mesmo na Web Summit?

O Bryan Johnson, CEO da Kernel, no palco a falar para uma meo arena em que a primeira fila estava cheia de primeiros ministros, fala de como há a possibilidade de num breve futuro ser possível acabar com a ideia de um governo centralizado graças ao blockchain. Uma espécie de blockchain social em que cada pessoa age como agente que estabelece a “confiança” com o indivíduo do lado.

Logo a seguir, surge a Margrethe Vestager, Comissária Europeia para a Concorrência (a pessoa que lidera os processos de fuga ao fisco à Apple, Google e Facebook) e fala da responsabilidade que é criar um conjunto de “boas práticas” para a Inteligência Artificial. Face a algoritmos suficientemente inteligentes, como é que se incute ética a uma máquina para que se impeça a criação autónoma e inteligente de cartéis? Tal como o ser humano explora a falha do sistema, a própria máquina irá de forma inteligente e de forma muito mais eficiente encontrar maneira de a explorar.

O que eu gosto mesmo na Web Summit é sentir que estou em 2030. Ninguém tem a cabeça em 2017. Mesmo que ideias tão radicais como um “blockchain social” nunca venham a acontecer. Não interessa. O que acho fascinante é ouvir e conhecer pessoas cuja cabeça está no futuro e não no presente. E é altamente desafiante tentar entrar nesse modo mental.


Hoje de manhã, no metro, conheci e vim à conversa com duas senhoras, uma italiana e uma irlandesa, ambas da área do digital. Ontem jantei com duas brasileiras em que ouvi ideias sobre política, corrupção e inteligência artificial. Ainda são 11 da manhã do primeiro dia e já aconteceu isto tudo! As ruas do bairro e do cais estão cheias de gente fascinante à distância de um “olá! Tudo bem?”

Isto é um campo de férias mas em bom.

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