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Diário Web Summit – Dia 1

Lembram-se das zaragatas dos taxistas por causa da uber e serviços similares? Esperem até estarem na estrada os carros autónomos sem condutor. E nunca pensei que fosse preciso esperar tão pouco. Já se sabia que aí vinha mas afinal já cá estão. A Waymo, cujo CEO John Krafcik fez ontem uma apresentação, tem uma frota inteira pronta para entrar em acção na cidade de Phoenix no Arizona. Vai ser lá o projecto piloto com um serviço comercial tipo uber de carros sem condutor. Estes carros autónomos da Waymo têm feito 16 mil km por dia de testes num total de 5.5 milhões de quilómetros. A apresentação do CEO da Intel, Brian Krzanich, também foi nesse sentido. As capacidades de “machine learning” necessárias para ter carros autónomos já estão criadas. O carro consegue, em tempo real, calcular milhares de variáveis e adaptar-se a elas.


Para mim, as piores palestras são aquelas que apenas se limitam a apresentar coisas que aconteceram. Se eu quiser saber o “estado do influencer marketing” vou ao Google saber dados. O que eu é quero é que alguém me especule sobre o futuro disso. Nesse aspecto, no ano passado, as palestras do Facebook foram as melhores. Sempre focadas no futuro. Este ano, a do Head of Product do Messenger, Stan Chudnovky, ficou bastante aquém. Limitou-se a falar de coisas que já se sabem: o futuro imediato são os chat bots (a assumirem o papel de customer representatives), a possibilidade de fazer compras e pagamentos dentro do messenger e, quando apertado sobre o rumor de que o Facebook usa o conteúdo das conversas para recolha de dados com fins de targeting de ads disse que é totalmente mentira. Foi estranho. Já me aconteceu várias vezes, e a muitas outras pessoas, estar a ter conversas no messenger, mencionar X, e pouco depois levar com um ad disso no feed. O Stan diz que é apenas coincidência estatística (muito estranho) e remeteu sempre para coisas que o Zuck disse publicamente sobre o assunto (com claro cuidado para não fugir ao já declarado pela empresa).


A realidade virtual é algo que me fascina e na apresentação do CEO da Intel ele mostrou algo que vão implementar na próxima temporada da NBA. Com o Oculus Rift vai ser possível escolher o sítio da arena em que se quer ver o jogo em VR. Incluindo junto ao court, claro. As imagens que ele mostrou de exemplo foram incríveis. Aliado a isso, em jogos de futebol americano, vai ser possível, em determinados momentos, através de simulações criadas em tempo real, ver o que o jogador está a ver. É fácil extrapolar que dentro de pouco tempo vai ser possível ver um jogo de futebol, em realidade virtual, todo da perspectiva do jogado. Quão fascinante é isso?

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